Radar Long & Short B3
Pares de papéis relacionados cuja razão de preços saiu da banda, quem empurrou cada ponta e o que sobreviveu à checagem. Pregão de 07/10/2026 · atualizada em 08/10/2026
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Edição Long & Short de 07/10/2026
brief registrado
BOVA11 recua 0,6%, mas só um par sobrevive ao teste do dia.
O BOVA11 caiu 0,6% no pregão, mas acumula alta de 9,3% em cinco dias (tela). Dezesseis pares e ações saíram da faixa normal nos últimos pregões, a maioria para cima (tela).
O dia
Quase todas as distorções nasceram no pregão de segunda, o primeiro após o turno da eleição: reprecificação doméstica em elétricas, small caps e incorporadoras (tela). A tela descartou 69 avisos, a maioria por repetir o padrão dos últimos pregões (tela). O estrangeiro comprou R$ 2,32 bi em ações, mas vendeu R$ 1,11 bi no índice futuro, uma postura de proteção (consulta). Desta leva, só uma hipótese resistiu; a outra caiu por depender de um único banco (consulta). Lembrete: montar a ponta vendida exige aluguel do papel — custo e disponibilidade não estão nestes dados.
CYRE3 × EZTC3
Par: CYRE3 e EZTC3 são as duas maiores incorporadoras residenciais listadas; o par mede a diferença de preço entre elas.
Tese: O ratio CYRE3/EZTC3 despencou para 1,85 nesta quarta, depois de dois pregões parado em 1,94 (consulta). A queda da CYRE3 veio de venda local tomando lucro, bem diante de um estrangeiro comprador — o excesso tende a fechar (consulta).
Previsão: A aposta é que a CYRE3 ganhe pelo menos 2,5% sobre a EZTC3 até quinta-feira, 15/10 (tela). Pára se o preço relativo cair e fechar abaixo de 1,81 por dois pregões seguidos, ou se a prévia da Cyrela decepcionar frente à EZTEC (tela).
Quem empurra: Na CYRE3, o estrangeiro foi o maior comprador da semana, R$ 209,5 mi em cinco pregões, puxado pela Goldman Sachs (estrangeira, grupo da corretora) (consulta). Na ponta vendida, quem entregou CYRE3 foi o investidor local; na EZTC3, o comprador estrangeiro apareceu puxado pela JPMorgan (consulta).
Confiança: Média: o setor inteiro está em alta pós-eleição, e a prévia operacional da Cyrela pode sair antes do prazo (tela).
O que morreu
ALUP11/CMIG4: a tese dizia que o estrangeiro vendia ALUP11 contra a alta, mas essa venda é só do UBS (estrangeira) (consulta). A UBS vendeu R$ 53,2 mi em cinco pregões, mais que todo o grupo estrangeiro somado, e já vendia o papel havia dez pregões seguidos (consulta).
Fora da tela
- SMAL11/BOVA11: small caps só acompanham a alta do Ibovespa; a venda estrangeira é de uma casa, não um sinal.
- EQTL3/BOVA11: a alta de EQTL3 sozinha puxa o par — é uma ação se reprecificando, não uma distorção para vender.
- MBRF3: o estrangeiro ainda está comprando o papel; não é um movimento esgotado para vender contra ele.
- EMBJ3: a queda é difusa, sem nenhum grupo vendendo o bastante para apostar numa reversão.
- PASS3: o preço subiu 19% em cinco pregões sem fluxo relevante por trás — não dá para seguir isso.
- CSMG3: a Copasa subiu puxada pela eleição e pela pauta de privatização estadual, não por fluxo perseguível.
- ENEV3/ENGI11: o estrangeiro está comprando a perna mais cara — ela está se reprecificando, não esticada demais.
- Quando o mesmo papel puxa três ou mais pares no mesmo dia, só o de maior correlação entra na tela.
Previsões registradas
| par | previsão | stop | vence em | status |
|---|---|---|---|---|
| CYRE3/EZTC3 | CYRE3 ganha pelo menos 2,5% sobre EZTC3 em 5 pregões | Se o ratio CYRE3/EZTC3 fechar abaixo de 1,81 por dois pregões seguidos até 15/10, ou se a prévia operacional do 3T26 da Cyrela sair pior que a da EZTEC. | 15/10/2026 | pendente |
Descartadas na checagem
- ALUP11/CMIG4 — A venda estrangeira de ALUP11 que sustentava a tese é só da UBS (-R$ 53,2 mi em cinco pregões contra -R$ 45,1 mi do estrangeiro inteiro), que vende o papel todo dia há pelo menos dez sessões; sem ela, o estrangeiro ficou comprador em R$ 8 mi. Além disso, o ratio subiu por três pregões seguidos (3,02, 3,12 e 3,22) com a média da banda já subindo, o que parece tendência, não um excesso de um dia. (uma corretora só)
Montar a ponta vendida exige aluguel do papel — custo e disponibilidade não estão nestes dados. Toda previsão é conferida por cálculo quando o prazo vence, com preços ajustados por proventos. Nada aqui é recomendação.
Tela do dia — 07/10/2026
BOVA11 -0,6% no dia, +10,1% em 20 pregões. 321 pares e 129 ativos varridos: 5 preço acima da banda, 1 preço abaixo da banda, 5 razão abaixo da banda, 5 razão acima da banda; 69 gatilhos segurados pelas travas.
- SMAL11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 314,3 mi em 5 pregões, 1,1 dia de giro normal); Morgan Stanley sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · misto R$ 210,7 mi, varejo R$ 210,7 mi, institucional −R$ 122,2 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 677,4 mi em 5 pregões, 0,9 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 78% desse saldo · misto R$ 248,2 mi, institucional R$ 223,8 mi, varejo R$ 158,7 mi.
- EQTL3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 235,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Itau sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · estrangeiro R$ 167,1 mi, institucional −R$ 155,2 mi, varejo R$ 149,6 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 677,4 mi em 5 pregões, 0,9 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 78% desse saldo · misto R$ 248,2 mi, institucional R$ 223,8 mi, varejo R$ 158,7 mi.
- MBRF3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 125,5 mi em 5 pregões, 1,5 dia de giro normal) · institucional −R$ 57,6 mi, varejo −R$ 48,7 mi, misto −R$ 22,7 mi.
- CYRE3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 209,5 mi em 5 pregões, 0,9 dia de giro normal); Goldman Sachs do Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · varejo −R$ 81,3 mi, misto −R$ 77,1 mi, institucional −R$ 48,6 mi.
- EZTC3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 61,4 mi em 5 pregões, 1,6 dia de giro normal); J.P. Morgan fez 67% desse saldo · varejo −R$ 36,1 mi, misto −R$ 32,9 mi, institucional R$ 11,1 mi.
- GGPS3 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 80,6 mi em 5 pregões, 1,7 dia de giro normal); Goldman Sachs do Brasil fez 55% desse saldo · misto R$ 43,6 mi, varejo R$ 21,8 mi, institucional R$ 12,8 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 677,4 mi em 5 pregões, 0,9 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 78% desse saldo · misto R$ 248,2 mi, institucional R$ 223,8 mi, varejo R$ 158,7 mi.
- EMBJ3 — quem mais vendeu: institucional (−R$ 149,1 mi em 5 pregões, 0,3 dia de giro normal); BGC Liquidez fez 53% desse saldo · estrangeiro R$ 144,1 mi, varejo R$ 35,5 mi, misto −R$ 35,5 mi.
- PASS3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 13,3 mi em 5 pregões, 0,5 dia de giro normal); Santander sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · estrangeiro R$ 11,8 mi, institucional R$ 9,7 mi, varejo −R$ 7,6 mi.
- CSMG3 — quem mais vendeu: institucional (−R$ 62,3 mi em 5 pregões, 0,3 dia de giro normal); Safra fez 66% desse saldo · varejo R$ 59,2 mi, estrangeiro R$ 13,9 mi, misto −R$ 11,7 mi.
- ALUP11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 45,1 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal); UBS Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · misto R$ 20,7 mi, HFT R$ 14,1 mi, varejo R$ 7,3 mi.
- CMIG4 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 185,8 mi em 5 pregões, 1,0 dia de giro normal) · HFT −R$ 128,8 mi, varejo −R$ 35,3 mi, misto −R$ 15,1 mi.
- ALUP11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 45,1 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal); UBS Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · misto R$ 20,7 mi, HFT R$ 14,1 mi, varejo R$ 7,3 mi.
- AXIA3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 449,2 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Morgan Stanley sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · varejo −R$ 286,9 mi, institucional −R$ 73,0 mi, HFT −R$ 43,8 mi.
- EQTL3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 235,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Itau sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · estrangeiro R$ 167,1 mi, institucional −R$ 155,2 mi, varejo R$ 149,6 mi.
- TTEN3 — quem mais vendeu: varejo (−R$ 13,2 mi em 5 pregões, 0,7 dia de giro normal); XP Investimentos fez 53% desse saldo · estrangeiro R$ 8,3 mi, misto R$ 6,0 mi, sem grupo −R$ 2,8 mi.
- ENEV3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 164,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Genial Institucional fez 51% desse saldo · estrangeiro R$ 120,4 mi, varejo R$ 38,0 mi, HFT R$ 11,9 mi.
- ENGI11 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 244,9 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal) · varejo −R$ 182,8 mi, misto −R$ 37,3 mi, HFT −R$ 15,2 mi.
- ENEV3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 164,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Genial Institucional fez 51% desse saldo · estrangeiro R$ 120,4 mi, varejo R$ 38,0 mi, HFT R$ 11,9 mi.
- EQTL3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 235,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Itau sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · estrangeiro R$ 167,1 mi, institucional −R$ 155,2 mi, varejo R$ 149,6 mi.
- ALUP11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 45,1 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal); UBS Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · misto R$ 20,7 mi, HFT R$ 14,1 mi, varejo R$ 7,3 mi.
- ISAE4 — quem mais vendeu: misto (−R$ 32,7 mi em 5 pregões, 0,4 dia de giro normal); BTG Pactual fez 63% desse saldo · estrangeiro R$ 26,7 mi, institucional R$ 12,0 mi, varejo −R$ 9,3 mi.
- CPFE3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 77,9 mi em 5 pregões, 0,9 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 68% desse saldo · varejo −R$ 60,1 mi, misto −R$ 11,7 mi, institucional −R$ 6,1 mi.
- EQTL3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 235,6 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Itau sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · estrangeiro R$ 167,1 mi, institucional −R$ 155,2 mi, varejo R$ 149,6 mi.
Cada par é a razão entre os preços das duas pontas, ajustados por proventos (dividendos, JCP, desdobramentos). A faixa sombreada é a banda de 20 pregões (média ± 2 desvios); a tela marca quem fechou pelo menos 2% fora dela. «Quem mais comprou/vendeu» soma os últimos 5 pregões por grupo de corretora. Nenhum gatilho é recomendação.
De onde vêm os preços
Proventos da B3 lidos em 08/10/2026; janela de 85 pregões desde 10/06/2026 (histórico oficial da B3 antes da nossa base, nossa base depois). Pares e ativos com evento societário não ajustado — ou um salto de preço que nenhum evento explica — ficam fora da tela.