Radar Long & Short B3
Pares de papéis relacionados cuja razão de preços saiu da banda, quem empurrou cada ponta e o que sobreviveu à checagem. Pregão de 08/10/2026 · atualizada em 09/10/2026
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Edição Long & Short de 08/10/2026
tudo caiu na checagem
BOVA11 +0,9% no dia, +9,6% em 20 pregões. 327 pares e 132 ativos varridos: 5 preço acima da banda, 4 razão abaixo da banda, 6 razão acima da banda; 64 gatilhos segurados pelas travas. Nenhuma tese sobreviveu à checagem; os motivos estão abaixo.
Descartadas na checagem
- SMAL11/BOVA11 — O salto de 8,1% do SMAL11 contra o BOVA11 desde 02/10 acompanha a reprecificação de juros do rali eleitoral, que ainda está em curso: no mesmo período, ações domésticas sensíveis a juros subiram tanto quanto ou mais (SAPR11 +22%, ENGI11 +20%, EQTL3 +18% contra +15,5% do SMAL11). A venda de R$ 1,2 bi da Morgan Stanley cresce junto com a demanda e tem cara de oferta de cotas do ETF, não de aposta contra o movimento. (reprecificação, não distorção)
- SBSP3/BOVA11 — A Sabesp não descolou sozinha: de 02/10 a 08/10 subiu 18,2%, junto com o setor de saneamento (Sanepar +22,3%, Copasa +13,2%) e as elétricas alavancadas (Equatorial +18,5%) no rali de juros da eleição. É reprecificação setorial, e a Sabesp ainda ficou 3,4% atrás da Sanepar. (reprecificação, não distorção)
- AXIA3/EQTL3 — A queda do par é a divisão do setor elétrico no rali de juros: a Equatorial (+18,5%) subiu junto com as alavancadas Energisa (+20,1%) e Alupar (+17,5%), e a Axia (+4,4%) ficou com as geradoras Engie (+3,6%) e CPFL (+4,7%). Além disso, o par já vinha caindo havia um mês (de 1,45 para 1,36 antes da eleição): é tendência, não distorção. (reprecificação, não distorção)
Montar a ponta vendida exige aluguel do papel — custo e disponibilidade não estão nestes dados. Toda previsão é conferida por cálculo quando o prazo vence, com preços ajustados por proventos. Nada aqui é recomendação.
Tela do dia — 08/10/2026
BOVA11 +0,9% no dia, +9,6% em 20 pregões. 327 pares e 132 ativos varridos: 5 preço acima da banda, 4 razão abaixo da banda, 6 razão acima da banda; 64 gatilhos segurados pelas travas.
- SMAL11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 858,3 mi em 5 pregões, 2,9 dia de giro normal); Morgan Stanley sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · varejo R$ 419,3 mi, misto R$ 418,6 mi, HFT R$ 32,9 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 629,2 mi em 5 pregões, 0,8 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 64% desse saldo · institucional R$ 221,8 mi, varejo R$ 186,7 mi, misto R$ 143,9 mi.
- LREN3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 198,2 mi em 5 pregões, 1,0 dia de giro normal); Merrill Lynch fez 98% desse saldo · misto −R$ 167,4 mi, institucional −R$ 43,7 mi, varejo R$ 26,6 mi.
- RIAA3 — quem mais comprou: institucional (R$ 3,5 mi em 5 pregões, 0,3 dia de giro normal); Tullett Prebon fez 65% desse saldo · misto −R$ 2,8 mi, estrangeiro R$ 2,2 mi, varejo −R$ 1,8 mi.
- MOVI3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 326,2 mi em 5 pregões, 5,3 dia de giro normal); Goldman Sachs do Brasil fez 63% desse saldo · varejo −R$ 182,5 mi, institucional −R$ 82,8 mi, misto −R$ 43,9 mi.
- VAMO3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 295,1 mi em 5 pregões, 4,8 dia de giro normal) · varejo −R$ 160,8 mi, misto −R$ 97,4 mi, HFT −R$ 23,5 mi.
- GMAT3 — quem mais vendeu: varejo (−R$ 56,6 mi em 5 pregões, 2,2 dia de giro normal); XP Investimentos fez 63% desse saldo · estrangeiro R$ 48,7 mi, misto R$ 21,6 mi, institucional −R$ 16,6 mi.
- SBSP3 — quem mais comprou: varejo (R$ 257,4 mi em 5 pregões, 0,5 dia de giro normal) · institucional −R$ 157,1 mi, estrangeiro −R$ 132,9 mi, misto R$ 97,7 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 629,2 mi em 5 pregões, 0,8 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 64% desse saldo · institucional R$ 221,8 mi, varejo R$ 186,7 mi, misto R$ 143,9 mi.
- CYRE3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 314,7 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal); Goldman Sachs do Brasil fez 96% desse saldo · varejo −R$ 173,4 mi, misto −R$ 83,4 mi, institucional −R$ 53,3 mi.
- EZTC3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 68,9 mi em 5 pregões, 1,7 dia de giro normal); J.P. Morgan fez 71% desse saldo · varejo −R$ 44,3 mi, misto −R$ 33,0 mi, institucional R$ 8,6 mi.
- ITUB4 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 641,8 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); Morgan Stanley sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · misto −R$ 259,0 mi, varejo −R$ 221,7 mi, institucional −R$ 218,4 mi.
- PINE4 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 23,2 mi em 5 pregões, 1,8 dia de giro normal); UBS Brasil fez 84% desse saldo · misto −R$ 9,3 mi, institucional −R$ 7,7 mi, sem grupo −R$ 5,0 mi.
- BRAV3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 66,7 mi em 5 pregões, 1,0 dia de giro normal) · varejo −R$ 34,6 mi, misto −R$ 33,3 mi, institucional R$ 2,8 mi.
- TTEN3 — quem mais vendeu: varejo (−R$ 15,4 mi em 5 pregões, 0,8 dia de giro normal); XP Investimentos fez 51% desse saldo · misto R$ 9,6 mi, estrangeiro R$ 6,7 mi, sem grupo −R$ 2,8 mi.
- MBRF3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 151,7 mi em 5 pregões, 1,8 dia de giro normal) · institucional −R$ 60,8 mi, varejo −R$ 60,2 mi, misto −R$ 30,6 mi.
- JHSF3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 51,7 mi em 5 pregões, 1,1 dia de giro normal); Goldman Sachs do Brasil fez 92% desse saldo · misto −R$ 27,5 mi, varejo −R$ 21,9 mi, institucional −R$ 3,3 mi.
- AXIA3 — quem mais vendeu: varejo (−R$ 439,8 mi em 5 pregões, 0,6 dia de giro normal); XP Investimentos fez 95% desse saldo · estrangeiro R$ 403,0 mi, misto R$ 93,2 mi, HFT −R$ 49,1 mi.
- EQTL3 — quem mais vendeu: misto (−R$ 243,4 mi em 5 pregões, 0,7 dia de giro normal); Itau sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · varejo R$ 222,0 mi, institucional −R$ 177,9 mi, estrangeiro R$ 127,3 mi.
- SAPR11 — quem mais vendeu: varejo (−R$ 64,2 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal) · estrangeiro R$ 40,9 mi, misto R$ 19,6 mi, institucional R$ 13,2 mi.
- BOVA11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 629,2 mi em 5 pregões, 0,8 dia de giro normal); Morgan Stanley fez 64% desse saldo · institucional R$ 221,8 mi, varejo R$ 186,7 mi, misto R$ 143,9 mi.
- ALUP11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 17,6 mi em 5 pregões, 0,5 dia de giro normal); UBS Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · HFT R$ 15,9 mi, misto −R$ 7,4 mi, varejo R$ 4,4 mi.
- CMIG4 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 263,8 mi em 5 pregões, 1,4 dia de giro normal) · HFT −R$ 141,1 mi, misto −R$ 65,1 mi, varejo −R$ 39,8 mi.
- ALUP11 — quem mais vendeu: estrangeiro (−R$ 17,6 mi em 5 pregões, 0,5 dia de giro normal); UBS Brasil sozinha passou do saldo do grupo (as outras casas foram na direção contrária) · HFT R$ 15,9 mi, misto −R$ 7,4 mi, varejo R$ 4,4 mi.
- EGIE3 — quem mais comprou: estrangeiro (R$ 70,5 mi em 5 pregões, 0,7 dia de giro normal); UBS Brasil fez 66% desse saldo · misto −R$ 69,4 mi, HFT R$ 5,4 mi, varejo −R$ 3,3 mi.
Cada par é a razão entre os preços das duas pontas, ajustados por proventos (dividendos, JCP, desdobramentos). A faixa sombreada é a banda de 20 pregões (média ± 2 desvios); a tela marca quem fechou pelo menos 2% fora dela. «Quem mais comprou/vendeu» soma os últimos 5 pregões por grupo de corretora. Nenhum gatilho é recomendação.
De onde vêm os preços
Proventos da B3 lidos em 09/10/2026; janela de 85 pregões desde 11/06/2026 (histórico oficial da B3 antes da nossa base, nossa base depois). Pares e ativos com evento societário não ajustado — ou um salto de preço que nenhum evento explica — ficam fora da tela.